terça-feira, 13 de novembro de 2007

Comunicação, vestibular e mercado

Esse povo gosta é mesmo de comunicar. Jornalismo é o curso mais concorrido no Fuvest 2008, com 41,63 candidatos/vaga na ECA (Escola de Comunicação e Artes). Tudo bem, são poucas vagas (apenas 60) e o número total de inscritos é menor do que em Medicina, também na USP (12.973 candidatos), mas ainda mostra o vigor e a excelência da maior universidade do País.
Em que pese a crise no setor de comunicação, com mais veículos disputando as mesmas verbas publicitárias e, em alguns casos, excesso de profissionais no mercado, o que se vislumbra é o crescimento das oportunidades.
A questão, no entanto, parece ser a encruzilhada na qual está o setor: jornais procuram alternativas para não perder leitores; blogs ainda ensaiam uma postura mais firme como referenciais de informação, mas ainda são incipientes; veículos tradicionais da mídia eletrônica, como a tevê e o rádio, tentam encontrar um casamento ideal com internet e redes de celular mas ainda não firmaram um formato que se prove estável e lucrativo.
Em todo esse meio de campo ficam jornalistas, publicitários e toda essa fauna que caminha das redações aos estúdios, dos meios ditos reais aos virtuais. Ainda falta um tanto para saber no que vai dar.
A matéria do Estadão online sobre o Fuvest 2008 está aqui.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Cai, cai, balão....

E mais essa, agora: o zeloso brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do departamento da Aeronáutica responsável pelo controle de tráfego áereo, disse que autoridades não decolam ou aterrissam no Campo de Marte pois há um rigor maior nos vôos com ministros e outras personas federais.
Não é ótimo saber que a pouca segurança por ali sequer preocupa as "otôridades" quando é apenas a plebe que utiliza o Campo de Marte? Bem entendido: uma plebe branca, bem instruída e bem nascida, capaz de voar em jatinhos. E podem utilizar um local vetado aos manda-chuvas porque segurança, mesmo, só vale para eles.
Sintomático da esbórnia em vigor nesse país há uns meros 500 e poucos anos. Ilustra bem essa indolência tupiniquim com o descaso, a falta de pulso em cobrar e exigir um pouco mais de respeito e consideração. Vamos mesmo nesse passo, com aviões caindo, acordos amigos e benfazejos para a Bolívia, as tarifas públicas nas alturas e as tropas de elite rosnando umas para as outras.

Em tempo: avião é bolinho. Dê um rolê durante algumas semanas nos ônibus paulistanos e veja a maravilha que se tornou o sistema com a redução de frota e mudanças nas linhas.

domingo, 4 de novembro de 2007

Madrugada

Ouvir Miles Davis torna tudo o mais desnecessário. E na maior parte do tempo, exercitar o desnecessário é a única coisa importante a fazer, a salvação de toda loucura, o anti-infarto, a saída pela esquerda.
É quando a noite desce sobre o coração feito chuva fina de madrugada, cheirando a orvalho fresco e aos cachorros vagabundos que não buscam nada em ruas adormecidas; é quando se pede perdão por não se pedir perdão quando há alguém para escutar, quando todo texto termina assim, sozinho, por conta própria.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O segredo do segredo

Diz a propaganda que todo mundo só fala num tal de Segredo. Claro, o dito cujo não é de graça: precisa comprar o DVD ou ler o livro. De preferência, ambos. Mas não é necessário tanto. Um pouco de atenção, aquela pausa básica pra pensar na vida e pronto: o Segredo não tem mais segredo. Descobre-se tudo na maior moleza.

Como em sessões de fisioterapia, por exemplo. Você fica lá, faz um alongamento aqui, um exercício ali, e parte para o inevitável "choquinho". Nada pesado, longe de neurônios fritos e lobotomias definitivas. Apenas uns repuxões e uns tremeliques - no joelho, sempre ele, bem entendido. Ora, pois.
Então sucede que o tempo escorre. Mui lento. A fisioterapeuta faz aquela saída estratégica ("qualquer coisa chama, tá?") e você ali. Você e algumas revistas que já têm idade para tirar habilitação, votar e ter responsabilidade penal. Só perdem para as de consultório de dentista, cujos temas normalmente variam entre os últimos lançamentos da indústria do aço e a situação sociocultural dos esquimós em algum reduto na Finlândia.
Enfim.
Mas o universo, às vezes, conspira. E foi na fisioterapia, folheando uma daquelas revistas de estética-alimentação-vida saudável (na verdade, panfletos escravizantes com mensagens subliminares) que caiu a ficha: há em curso uma conspiração para enganar uma multidão de infelizes, insatisfeitos e depressivos. Tudo muito lindo e embalado com papel crepon vermelho, mas ainda assim, terrivelmente perverso.
Pois dizia na revista que um médico americano (mais um) criou uma tal infalível "Dieta dos 7 Passos para Emagrecer e Acabar com o Efeito Sanfona"...Quem nunca reparou, veja e perceba: TUDO QUE É MILAGROSO CARREGA O NÚMERO 7!
O guru do alto-astral empresarial, Steven Covey tem os seus "7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficientes". O dr. Phil (o tal do efeito sanfona...)vem com a tal "Dieta dos 7 Passos"...até a Bíblia tem lá os seus 7 selos no Apocalipse! E tem quem ainda acredite nas bestas do Apocalipse - se bem que, nesse caso, besta é o que não falta nesse mundão.
Oras. E 7 não é o número da mentira? Então! Aposto que o Covey a-do-ra ver todo mundo achar o máximo os tais 7 hábitos...e nada de ganhar bufunfa com isso, que, no fundo é o objetivo mesmo dessa parolagem de "ser eficiente", "investir no relacionamento".... Eficiente mesmo, só ele, que fatura os seus zilhões às expensas dessa plêiade de desavisados. E o dr. Phil? Alguém aí já viu dieta funcionar mesmo, ali, no duro? A gordinha ir para a capa da revista com corpaço de mulher inflável e o bonitinho virar Mr. Universo? Então, tá. E a dieta da lua? O ciclo lunar não tem 7 DIAS???
E os 7 pecados capitais, hein? Hein? Quem "agarantche" ser pecado matar aquele leite condensado que implora por isso na despensa? Entupir-se de pancetas regadas a uma bem gelada? Gula? Luxúria?

Ora....Inveja? Não é a inveja que move o mundo e os salões de cabeleireiro?
Tudo isso cheira a uma grandessíssima fraude para nos fazer carneirinhos.
Aguardem. Em breve lanço o imperdível "As 7 Fraudes que você precisa conhecer". Nas bancas e em DVD.
(Publicado no jornal Comércio do Jahu em 18.10.2007, p. 2)

Palestra e artigo

Fiz palestra ontem para o pessoal do 4º ano de Letras das Faculdades Integradas de Jaú, na Jornada de Educação 2007. Foi bacana. Pouca gente - fiquei sabendo q o povo aproveita a semana de palestras para faltar, vai entender - mas acho q as discussões foram boas. Pensamos sobre estratégias de leitura em sala de aula, especialmente para crianças. Ainda é um problema sério: uma das meninas comentou que o sobrinho está perdendo o tesão por leitura com a obrigatoriedade de fazer resumo de livros. "Tarefa" da escola para um garoto de dez anos! Resumo de livro é o óbvio do básico, desnecessário e chato. Melhor discutir a história com os colegas, criar outros finais, entender o contexto. Quem quer saber da mesma história que já leu, principalmente aos 10 anos? É de matar.
Hoje saiu mais um artigo no Comércio. É este que está logo aí pra cima.
À noite, outra palestra. Desta vez, no Senac. O tema: "Educação e novas mídias: que aluno é esse?". Tem sido um problema pra muitos colegas em sala de aula. A galera anda ligada demais em tecnologia e isso bate forte na hora de aprender. Como ensinar na base do giz quem consegue uma informação, por exemplo, com recursos multimídia?
Ao mesmo tempo, o aluno ainda espera da escola o acesso ao conhecimento e é nela que constrói ao menos parte dos seus significados. Só não têm falado ambos a mesma língua.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Falando em quem morreu...

Morreu Paulo Autran. E, claro, pipocam depoimentos, lamentos, históricos, enfim. Um sem-número de gente que sempre tem algo a falar. O curioso é perceber que todo mundo se obriga a ter algo a falar sobre quem morre. Desconfio que quanto maior o depoimento, menor a intimidade. Quem realmente conta, não fala nada. Sabe que não precisa.
Para ler alguns, táqui.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Violência, imprensa e crítica

Luciano Huck foi assaltado. Ele e a torcida do Flamengo, mas ao menos a galera da geral já conhecia isso um pouco mais de perto. O apresentador, ao contrário, imaginou-se merecedor de homenagens póstumas em cadernos de cultura e funerais em grande estilo.
O artigo e as reações a ele viraram tema de aula nesta quinta, 04 de outubro. Há até na classe quem já tenha sido assaltado.
Seguem algumas poucas - e boas - bem-traçadas pela galera do 3º colegial da Academia.
Aos poucos, os textos que aterrissarem serão acrescentados.

Plano de aula:
a) Apresentação do tema - leitura do artigo "Pensamentos quase póstumos", do Luciano Huck, plublicado dia 01 de outubro na Folha de S. Paulo (Página A3)
b) Leitura de cartas de leitores no Painel (FSP, 02.10, página A3)
c) Produção - em duplas - de texto. Comanda: até 12 linhas em fonte 12, título com uma ou duas palavras. Parágrafos com até 4 linhas.
d) Envio para o e-mail e posterior postagem no blog


Sem título
Entendo que Huck tenha se indignado com o assalto que sofreu. No entanto se encararmos a situação de outra forma esse assalto pode ter sido bom, pois como diz o ditado “Há males que vem para o bem.”
Quem sabe agora, depois deste susto, o apresentador e seus amigos da elite de nossa sociedade, nos ajude a clamar por uma sociedade menos violenta e um pouco mais justa.
E não adianta culpar a polícia e o governo (é claro que eles têm sua parcela de culpa, todos têm), mas se não houver uma mobilização da população em geral, a situação irá continuar a mesma ou até piorar.”

Robson Henrique Pessute (Jaú, SP)


Felicitações
Diante da situação vivida por Luciano Huck, declaro a ele minhas felicitações. Meus parabéns por ser mais um dos milhares de comtemplados pela 38 na cabeça. Por ter de viver uma situação para se dar conta de que ela realmente exista.
Paulistanos chegam a considerar um assalto como banal, corriqueiro do dia-a-dia, enquanto isso, apresentadores famosos usufruem disso para ainda mais divulgar sua imagem e sua indignação.Indignação essa que muitos brasileiros sentem todos os dias, e que nem por isso precisam de uma matéria para divulgá-la no jornal.Afinal, gritos de socorro podem ser dados, pois a certeza que temos é a de que não serão ouvidos.
Há muito tempo fatos como esse vêm acontecendo, mas vão sendo diluídos, até caírem no esquecimento...Não se preocupe: na próxima semana já estaremos todos bem, sem dramas de apresentadores, comoção da mídia...os assaltos porém, estarão presentes, todavia, suas vítimas serão anônimas.
L.B.R

Vergonha nacional

Após ler o desabafo do Luciano Huck, surpreendi com a repercussão que teve o seu depoimento.

Ele deixa subentendido de que é absurdo um apresentador de televisão ser assaltado em um jardim. Com isso, algumas perguntas me vieram à mente: seria normal se ele tivesse sido assaltado num morro? O pobre não tem o direito de ter segurança?
A questão que mais chama atenção com tudo isso, que quantos “Zé Ninguém”, quantas “Marias” são assaltadas e são s consideradas mais um número nas estatísticas e no caso de um apresentador da rede Globo, há toda essa repercussão. Isso é um absurdo. Espero que o Governo tome uma atitude, não só para não ter mais o seu nome escrito nas páginas do jornal por mais um famoso que tenha sido assaltado, mas sim para que não seja eu, você, as tantas “Marias” e tanto os “Zé Ninguém” as próximas vítimas.
Por conseguinte, terminarei com trecho de uma música que representa muito a nossa atual situação: “Que país é esse?”
R.F.




Caramelos amargos

O crime é um protesto contra a anormalidade do sistema social. Contudo, esse assalto só foi apenas mais um caso que acontece a cada segundo nesse pais. Ainda vejo que a elite econômica, toda onipotente, não sofre nem um terço do que um pobre proletariado, que sai de sua casa às 4 horas da manhã para trabalhar, não tendo hora para voltar e não sabendo se retornara vivo ao seu lar, sofre.
Espero que esse desabafo -pensamentos quase póstumos- não seja em vão, mas, conhecendo o meu pais, me desaponto de ter o dom da clarividência brasileira. Já até sei como essa questão acabará: Palavras, apenas palavras, palavras pequenas... Palavras...
Gabriel Volpato

Vergonha Nacional

Diante de tantas notícias sobre violência no Brasil, o assalto ao apresentador Luciano Huck passa a ser mais um nas estatísticas. A indignação que relata é, sem dúvida, muito compreensiva. Várias pessoas, assim como ele, já passaram por uma situação semelhante, ou quem sabe, ainda pior.

O intrigante é o fato de que, por ele ser um paulistano, apaixonado pela sua cidade, onde passou a maior parte da sua vida, nunca ter passado uma situação parecida com a que descreveu na Folha. Algumas pessoas possuem uma sorte muito grande! Nada como sentir "na pele".

Será que, para acabarmos com essa vergonha, que toma conta cada vez mais do nosso país, terá que acontecer, por exemplo, um assalto que tenha como vítima a Sra. Marisa? Será que assim, o Sr. Lula, presidente da nação, acorde e perceba que o Brasil está perigoso, que até sua esposa passou a fazer parte das estatísticas e, daí, tome providências como implantar políticas sérias de segurança pública para acabar com essa vergonha nacional.
Paula Rett - Semi Noturno

Mais um
Depois de lermos a reportagem de Luciano Huck, chegamos à conclusão que houve uma exposição excessiva da imagem do apresentador, que conta sobre o assalto de maneira dramática como se ele fosse o primeiro a sofrer com esse mal.
Ele se mostrou uma pessoa alienada visto que ele mora em um país onde ocorre um dos maiores índices de criminalidade, e diariamente são vistas tragédias que não ganham tanto destaque pois ocorrem com cidadãos anônimos que trabalham oito horas em troca de um salário mínimo.
Huck, em vez de apenas se mostrar indignado, deveria apresentar alguma solução, pois trata-se de uma pessoa de grande poder financeiro e de grande influênciasobre o povo brasilero. Por isso, poderia ser um aliado na luta contra a violência.
Isabela Rodrigues, Talita Feltrin, Renata Hernandes da Costa

Pura verdade
Ser assaltado nos dias de hoje virou realmente rotina. Os paulistanos são os mais acostumados com essa violência cotidiana. Embora muito prejudicados, não saem fazendo "escândalos" pelos jornais, revistas. Não que isso não seja motivo de revolta, é sim, com certeza, mas esse enfoque só é dado quando ocorre com pessoas "destacadas" na sociedade.
O caso ocorrido com o Luciano Huck semana passada foi um dos grandes destaques e comentários da semana, mas, se pensarmos, todo dia milhares de pessoas são assaltadas. Talvez nem todos paguem suas contas totalmente em dia como disse Luciano, mas desde que são brasileiros têm seus direitos e deveres, sendo que o direito de ter segurança é o menos respeitado. Digamos que foi praticamente deixado de lado a muitos anos pelo governo brasileiro.

Bruna Mangerona


Bem-vindo

Após lermos o artigo do Luciano Huck, ficamos indignadas com o apresentador, que se achava imune a assaltos e outros problemas relacionados à violência só por pertencer à elite brasileira.
Tal situação vem ocorrendo há muito tempo em nosso país e o apresentador Luciano Huck não havia percebido, mas agora ele parece ter acordado de seu lindo sonho, e após ter vivenciado tal situação de violência, ele resolve escrever um artigo no jornal contando seu descontentamento com a sociedade brasileira e com a indiferença do Governo.
Bom, querido Luciano Huck, queríamos dizer que esse é o mundo real, essa é a verdadeira vida do brasileiro, que é obrigado a se calar diante da violência e do medo que assombra a nossa sociedade.
Aline Casalenovo e Carina A. Peralta – 3º colegial A

Sem título
No mundo inteiro presenciamos situações que nos fazem refletir para onde estamos caminhando. No dia 27 de setembro de 2007, a vítima de uma dessas “surpresas” desagradáveis, foi o apresentador global Luciano Huck, que teve seu relógio roubado em um semáforo na cidade de São Paulo. Não nos espanta nenhum pouco, pois situações como essa, ocorrem em todos os momentos, em todos os lugares. O que espanta, é a falta de boa vontade deste governo, de tomar frente e cuidar da segurança do nosso país.

O apresentador, que aguarda o nascimento do seu segundo filho, ficou assustado com a possibilidade de não conhecer seu filho, por causa de um relógio. Isso é o que acontece com todos nós, em todos os momentos, vivemos esperando qual será a próxima atrocidade, e temendo que esta bata à nossa porta.

A peça, avaliada em torno de 42 mil reais, não é nada perto de tudo que vemos acontecer, e nenhuma atitude é tomada para preservar a segurança, a paz e até a vida de cidadãos que vivem a mercê de uma classe que não tem culpa de ter que se colocar em tais condições para não ver sua família passando necessidade.

Quantos relógios, quantas vidas precisaram ser tiradas, até que uma atitude seja tomada?

Vânia Souza

Corpos Blindados
Acredito que todos estão sujeitos a serem assaltados. Isso acontece com muitas pessoas em vários cantos do país, e ninguém escreve uma coluna na Folha para mostrar sua própria revolta.
A polícia diz, conforme alguns depoimentos,“que prefere correr o risco nos “bicos” para sustentar a família, ao invés de trocar tiros com bandidos recebendo um salário base de R$ 568,29".
Sabe o que mais me entristece? Saber que a única coisa bem distribuída nesse país é a oportunidade de sermos assaltados.
Será que tudo isso vale a pena? Quando será que poderemos sair de casa para dar um volta no jardim sem correr o risco de sermos assaltados? Enfim, a nossa segurança está nas mãos do estado, e para estar imune a essa situação, só contratando segurança armada e comprando carros blindados.!

Angélica Salado
Victor Carlos de Souza Junior


Insignificância

Aristas e famosos, como Luciano Huck, estão muito mais expostos na mídia, tornando-se alvo fácil para seqüestros e assaltos nos dias de hoje.
Ninguém está imune a violência, se houvesse segurança no Brasil, não passaríamos por tal constrangimento que destrói nosso bem-estar.

O texto publicado pela Folha mostrou a revolta que o artista sentiu sendo submetido ao assalto. Mas isso não ocorre ou ocorreu apenas com celebridades. Centenas de pessoas em todo o Brasil são assaltadas a cada hora, em ruas, ou em suas próprias residências. Estamos protegidos a mesma quantia. Esse 'apelo' não vai parar com o crime.

Se ele se sentiu ‘humilhado’, outras pessoas também se sentem assim, mas não têm a oportunidade de expressar em veículos públicos como o jornal Folha de São Paulo.

Bruna Urbanetto e Helen Soriani

Vergonha
Embora haja críticas contra o artigo que foi escrito sobre o assalto à Luciano Huck essa é a pura e dolorosa realidade brasileira, que enfrentamos diariamente, através de mortes, assaltos, seqüestros, entre outros, que chocam a população.
A vergonha em que ele fala no seu texto com certeza é um sentimento de muitos outros brasileiros que sofrem a mesma situação até mais de uma vez em sua vida, mas não podem expressar a sua revolta, as vezes nem mesmo se dirigem a policia para fazer a queixa pois já consideram uma situação “normal”.
Talvez não se faça a queixa também por não se confiar na policia que se envolve em escândalos e fingem não ver o que acontece a sua volta; porém temos que exigir nossos direitos de cidadãos e cobrar os políticos que nós elegemos para que possamos ter um mínimo de segurança no nosso dia-dia.


Danilo Henrique Volpato 3ªA e Murilo Bassan 3ªB

Privilegiados

Assaltos e tentativas de homicídio acontecem todos os dias; homens, mulheres e crianças que não participam da mídia não tem a abertura de publicarem suas “experiências”. Agora, quando se trata de um artista ou cantor a primeira coisa que acontece é a publicação em jornais e revistas que acabam se tornando manchete nacional.
Não culpamos o artista de querer aparecer só por causa que tal fato ocorreu com ele, mas é que a mídia só publica esse tipo de coisa e só leva a fundo quando a pessoa em questão é nacionalmente conhecida. Até mesmo o povo se preocupa mais com o que acontece com o famoso do que esta acontecendo em sua cidade ou mesmo em seu bairro.
Até que ponto nós “pessoas comuns” temos que aceitar o fato de que só o que acontece com “ gente famosa” é divulgado e questionado pela população, sendo que isso acontece todos os dias em todos os cantos do Brasil e o governo não faz nada.

Maria Luisa Sinatura e Maria Cecília Laistner Pereti - 3ºA

Cuide-se

Luciano Huck é apenas um dos alvos da mídia e da inverdade expressa por ela, pessoas famosas e bem vistas pela sociedade sempre são alvos de polemicas e “cochichos” nem sempre verídicos.
Claro que por ter sido assaltado ele fez a coisa certa de publicar tal fato para alertar a toda população do que ocorre nas grandes cidades. Isto vem acontecendo não só com gente famosa, mas também com pessoas simples , mas o que ocorre é que as pessoas famosas ganham mais brilho e mais destaque no dia a dia do povo em situações como esta.
Pessoas arriscam sua vida por apenas objetos superficiais, óculos, celular, relógio, tudo para que? Será que vale a pena arriscar tudo o que construiu no meio tempo de sua vida por tão pouco?

Tiago .N. Galazini e Mateus Filipe de Barcelos - 3ºA